Artista campo-grandense expõe obra Código Natural na capital


02 Setembro 2021

A artista sul-mato-grossense Fabiana Silveira expõe até o final deste ano, em Campo Grande, a obra Código Natural XXXI, um mural que propõe um diálogo entre os microcosmos da natureza e a abstração em torno de um universo comum: o poder emocional das formas simples. O mural, que mede 4m por 1,5m, está em exposição no projeto PexArt.
 
Código Natural integra uma nova série de trabalhos da artista e reflete seus anos de experiência como designer gráfica e diretora de arte, com o uso da técnica tradicional de aquarela sobre papel somada à colagem digital. “Cada obra é como uma mensagem única, um código, com o intuito de transmitir alegria, tranquilidade, esperança e bem-estar, algo mais do que necessário nestes tempos de pandemia”, revela Fabiana.
 
 
Dentro da série Código Natural, a artista desenvolveu uma arte única e exclusiva para o projeto PexArt, que estará exposta em Campo Grande, seguindo os mesmos parâmetros das outras obras da série, mas aqui, adaptada ao formato mural.
 
“Acredito que a arte é sim para todos e meu papel como artista é facilitar este caminho, este acesso ao público. Um projeto como este, é a oportunidade de explorar outras possibilidades. A aquarela sai de um caderno e se transforma em um mural enorme. Penso em como mais pessoas poderão conhecê-lo, como as reflexões que exploro em meu trabalho podem emocionar, alegrar ou levantar questionamentos no público. E se eu só produzir ou comercializar obras originais, talvez nem todos possam ter essa interação com a obra, vivenciá-la de verdade. Então, por que não adaptar a outros formatos?”, questiona.
 
A obra que ficará exposta em Campo Grande até o final deste ano pode ser vista na Avenida Mato Grosso, 1316, esquina com a Rua Arthur Jorge (na Gráfica Pex). O horário de visitação é de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. A entrada é gratuita.
 
 
 
Espanha e natureza
 
Vivendo há sete anos em Barcelona, na Espanha, Fabiana Silveira é campo-grandense, formada em Artes Visuais e Design Gráfico, e começou a trabalhar com a técnica de aquarela por acaso: ao criar designs de cartazes digitais usando texturas de pintura, decidiu experimentar a técnica manualmente, para criar suas próprias manchas. Desde então, não parou de pintar.
 
A artista conta que sempre se dividiu entre a arte e o design. “Durante o período acadêmico, eu comecei a trabalhar profissionalmente como designer gráfica e em paralelo, desenvolvia meus estudos pessoais em escultura e gravura. Após alguns anos decidi me dedicar a outra forma de expressão artística: estudei dança oriental, fui bailarina e professora de dança”, afirma.
 
Após um hiato de oito anos distante das artes visuais, Fabiana Silveira iniciou seus estudos e experimentos com aquarela em 2018. A artista constrói um corpo de trabalho inspirado nos microcosmos da natureza, transferindo essas referências visuais para uma pintura de formas e manchas orgânicas com detalhes geométricos pontuais, em um olhar que vai muito além da figura reconhecível e na busca por destacar o poder emocional das formas simples.
 
Pigmentos naturais
 
A artista, que sempre viveu em um ambiente urbano, mudou-se em 2018, para um pequeno vilarejo de montanha na Catalunha, no nordeste da Espanha. Este novo ambiente influenciou seus últimos trabalhos, o processo criativo, a abordagem da abstração e a evolução da técnica desde então. “Neste novo ambiente, percebi que muitas vezes estamos desconectados da matéria-prima, do local de origem, da natureza. Sem pensar muito, comecei a direcionar o foco para o meu entorno”, conta.
 
Foi coletando pequenas porções de pedras e terras coloridas que chamavam sua atenção nos caminhos que percorria diariamente com seu cachorro, que a artista descobriu a cor que muitas vezes existe sob nossos pés. Decidiu investigar: como transformar essas terras em tinta de aquarela em pastilhas, de forma artesanal, que fosse um produto de qualidade e, ao mesmo tempo, acessível. Depois de vários estudos, produziu as primeiras cores no ano passado e desde então vem trabalhando com diferentes pigmentos, tanto minerais como vegetais. “É um processo lento, mas que apresenta um resultado maravilhoso”, ressalta.
 
 
Museu MARCO
 
Fabiana Silveira foi selecionada no último edital para as temporadas de exposições do MARCO – Museu de arte contemporânea de Mato Grosso do Sul, com sua série inédita de aquarelas chamada Finitude. A exposição que iria acontecer em novembro de 2020 foi adiada por conta da pandemia do Covid-2019, e está à espera de confirmação de nova data.
 
Mais informações sobre os trabalhos e processos criativos da artista estão disponíveis no seu site www.fabianasilveira.com e Instagram (@afabianasilveira).
 
 
Fonte: Jornal dia a dia 
Matéria de agosto





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