5 Dicas para finalizar o seu arquivo antes de uma impressão


11 Junho 2018

Por vezes, o resultado final de uma impressão pode não atingir as expectativas. Isso pode acontecer por diversos motivos, mas muitos deles podem ser evitados com alguns cuidados antes de enviar o arquivo para a gráfica. Aqui vão 5 dicas para finalizar o seu arquivo antes de uma impressão.

1 – Sangra

Após o processo de impressão, o material é refilado, e por vezes, filetes brancos podem aparecer nas bordas (principalmente em impressões frente e verso, onde geralmente ocorrem variações milimétricas de um lado para o outro). Para evitar isso, recomenda-se “sangrar” o seu arquivo. Sangrar um arquivo significa estourá-lo, ou seja, exceder propositalmente a sua margem.
Exemplo: Se o seu arquivo está sendo feito no tamanho 15x21cm, deixe o fundo com 16x22cm, assim no processo de corte, os profissionais de sua gráfica terão uma margem maior de segurança para evitar erros e filetes brancos.
Obs: É importante que apenas o fundo de sua arte seja estourado. Tanto textos, quanto objetos internos devem permanecer na proporção original. O mesmo vale para o tamanho do arquivo nas configurações de seu programa de edição.
 

2 – Cuidado com as bordas

Margens de segurança são fundamentais na criação do seu arquivo, pois como dito no tópico anterior, variações de alguns milímetros em impressões são comuns, e caso seu texto esteja muito próximo da borda, pode ficar no limite do papel ou até mesmo ser cortado no processo de refile. A margem ideal para arquivos menores (15x21cm e 10x15) é de 5 milímetros para cada lado, enquanto que para arquivos maiores (A4 e A3) é de 1 centímetro.
Obs: O mesmo vale para materiais com dobra. É importante respeitar uma margem de, pelo menos, 5 milímetros para que seu texto não fique muito rente a dobra e tenha sua leitura prejudicada.
Dica: Para ajudar, você pode utilizar a ferramenta de linha guia do seu programa de edição, demarcando com precisão a sua margem ideal.
 

3 – Sempre em curvas

Converter um texto em curvas significa torná-lo não editável, ou seja, após esse processo, caso haja algum erro ou alteração, será necessário redigitá-lo. Pode parecer prejudicial, mas na verdade é fundamental que você envie materiais em curvas para a impressão, pois caso utilize alguma fonte que o computador de sua gráfica não tenha instalada, ela será alterada por fontes recomendadas pelo programa de edição, podendo resultar em uma total descaracterização de seu arquivo. Ao torná-lo em curvas, você automaticamente elimina essa possibilidade,  tornando-o fiel, independente se aquele computador tem ou não determinada fonte.
Dica: Ao finalizar a sua arte, nunca a converta em curvas sem antes criar uma cópia editável do arquivo.
 

4 – Atenção com a resolução

Caso pretenda enviar para a gráfica o seu material em imagem, é fundamental uma atenção maior na hora de exportá-lo. Verifique cuidadosamente as suas configurações de resolução, por vezes, o programa de edição pode sugerir uma diminuição na qualidade, prejudicando o resultado final.
Obs: O mesmo vale para imagens (bitmap) inseridas em um arquivo editável. Esteja sempre atento a sua qualidade.Uma resolução próxima a 300dpi é o ideal.
 

5 – Vai imprimir? Vá de CMYK

É comum dentro do processo de criação, por vezes haver confusão nas configurações de cores do documento. É importante saber que a escala de cores RGB (Red, Green and Blue) é utilizada para aplicações por meio da luz (monitores, televisões, celulares e revelações de fotos), enquanto que a escala CMYK (Cyan, Magenta, Yellowa and Black (Key)) é utilizada para impressões.
 
Portanto, se vai imprimir, sempre converta suas imagens e objetos em CMYK, pois utilizando RGB, seu resultado final não será totalmente fiel àquilo que tinha planejado e visto no monitor (principalmente para materiais off-set).
Agora, caso queira criar materiais para serem veiculados na internet ou TV, utilize RGB para evitar os mesmos problemas citados acima.
 
 

 

Texto: José Henrique Peixe





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